Quarta-feira, 26 de Março de 2008

A Julinha lá foi.

 

Já a viste? Não? Pois, a Julinha lá se foi. 93 anos, 8 a definhar com o “amigo polaco” (Alzheimer).

Agora estamos a barreira da frente. Ela era a mais velha. Agora estamos nós, os filhos e alguns sobrinhos. Outros filhos e outros sobrinhos estão atrás.

Em Pedroso, como costumo fazer e ainda não te disse, fui ao simbólico do teu lugar. Não gosto daquela foto, mas paciência.

No cemitério fui ainda encontrado por um colega da escola primária, 45 anos depois…o Domingos, disse-me o teu irmão que me ligou e me mandou um desenho que te fizeram. Não sei quem assina, hei-de perguntar-lhe.Para já fica na galeria.

Quem a Cila mãe encontrou foi o Zé Manel do colégio.Lembras-te. Não sabia e ficou, de lágrimas nos olhos, chateado por teres partido e não dizeres nada

 

publicado por João de Mello Alvim às 17:36

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Não sr. Primeiro Ministro!

 

Ao contrário do que o senhor disse, nem todas os professores que sábado passado (dia 16) estiveram no passeio público, junto da sede nacional do PS, para demonstrar o desagrado com a sua política para a Educação – desagrado, já que não ouvi nem pactuaria com insultos pessoais - eram militantes de outros partidos. Eu estive lá, e no grupo de seis pessoas que comigo estavam, só uma é filiada… no PS. E fomos porque, na véspera, um amigo e professor que tinha sido convidado para estar presente na reunião com o senhor, nos disse que seria bom saber que estavam professores cá fora a apoiar o que ele, e outros, dissessem (disseram em esmagadora maioria contra a política do seu governo na Educação, sei-o agora) lá dentro.

É lamentável que o Primeiro Ministro de Portugal divida os cidadãos portugueses que lhe manifestam, felizmente cada vez mais, discordância com as suas políticas, em ”sindicalistas da CGTP” ou “militantes de outros partidos”. Esta é uma perspectiva redutora, maniqueísta e “clubística”; a realidade não é a preto e branco, é mais variada, senhor primeiro ministro. Independentemente dos seus desejos e “análises políticas”, existem também muitos e muitos cidadãos que, não estando filiados em partidos ou organizações sindicais, pensam e agem pela sua própria cabeça.

Devo dizer-lhe que antes do senhor nascer, eu já lutava contra o regime de partido único e pelo direito à liberdade de expressão. Naturalmente que não me irei resignar agora que, em nome da democracia – o seu caso é ainda mais grave porque fala em nome da esquerda – me venham colocar carimbos que não são mais artimanhas para me condicionarem o direito à indignação.

PS: Sobre a ilegalidade do protesto invocado pelo porta-voz do PS, de referir que esteve presente um graduado da PSP que depois de perguntar a alguns dos presentes o que se passava, entrou na sede do PS e saiu, sem que dessa presença tivesse resultado alguma intervenção policial. E há uma esquadra bem perto do passeio fronteiro à sede do PS.

Ó mano estamos assim. O sr. primeiro ministro irrita-se muito e não suporta quem não comcorde com ele. Pela primeira vez em muitos anos estive, no passeio público, com outros que não estão de acordo com a política para a Educação deste governo. Não bloqueamos a passagem a ninguém, não insultamos. Lá dentro, disse-me quem lá esteve, o sr. que actualmente é primeiro ministro disse (asseguram-me) que as práticas dos que estavam cá fora eram estalinistas...e deixou ameaças veladas que foram prontamente desmontadas pelas duas primeiras intervenções dos professores do PS que foram convidados para a reunião com ele.É que no PS, felizmente, nem toda a gente se revê nas políticas da direita do PS actualmente no poder e sabem o que quer dizer estalinismo, ao contrário, está visto do actual primeiro ministro.A sociedade civil está a movimentar-se fora dos partidos e sindicatos.Ainda há esperança e nem todos cederam ao conformismo e ao medo.

Isto está feio mas por outro lado a aquecer.

publicado por João de Mello Alvim às 12:25

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Mas isto que interessa ao prof. dr. catedrático?

 
O PS “moderno” tem os spin para carimbarem o que é notícia e não notícia e lançarem a “informação cirúrgica”. Chamam a isto comunicação…e as legiões de assessores lá estão para isso: conseguir “provar” que o preto é branco de cal.
Mas o PS da dita “esquerda moderna” tem também dois grandes ideólogos: o Lello do Boavista FC, que segue a linha explicitada por essa personagem de culto do aparelho, o conselheiro Coelho – “quem se mete com o PS leve!” - , e o prof. Dr.Vital, que pelos galões académicos dá a camada de verniz “ideológica”. Só que este último, marcado por anos e anos de militância no PC, trás bem marcado o ferrete da intolerância e do “farol”.
Ontem no “Público” o catedrático em mais um cego e rasgado elogio da política-de-direita-que-ele-diz-que-é-de- esquerda do actual governo(?) levanta a bandeira do Rendimento de Inserção Social (RIS); no mesmo dia, esse perigoso esquerdista que é o Procurador Geral da República, vem alertar mais uma vez para os atrasos – por vezes de um ano! – na atribuição do dito RIS.
Mas isso que interessa ao Vital fundamentalista?
Outra área onde o Moreira fica com as palmas vermelhas de tanto bater palmas é na educação. Nos seus posts trazia para título e como exemplo as não sei quantas escolas que o ME vai recuperar, melhor, anunciou que vai recuperar. Um dia destes, nos noticiários da manhã a vereadora da educação da Câmara Municipal de Lisboa dizia que na capital, cerca de 90% do parque escolar está degradado…
publicado por João de Mello Alvim às 12:21

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Lembras-te do Vital de Coimbra?

 
 
Lembras-te do Vital de Coimbra, mano? Pois agora, juntamente com o José Lello do Boavista, formam a irmandade dos arautos praticistas da facção direitista do PS. O homem pare posts e artigos que até ficamos vesgos. Lá terá as razões dele para as arengas. O maná dos pareceres? Não sei! Sei é que é na prosa e nos métodos que o subtexto se liberta e e melhor se vê que continua visceralmente estalisnista.
Na defesa do desvio revisionista deste PS dito “moderno”, o homem, treinado que foi na manipulação, na agitprop, vem em defesa de reformas que ninguém de esquerda põe em causa, tentando iludir que o modelo seguido, em vez de ser estudado, discutido e testado para ser aperfeiçoado e lançado – contra as corporações a que ele próprio pertence – é apenas guiado por uma preocupação: poupar dinheiro à custa dos que menos têm e à custa do constante espremer da classe média.
Provincianamente colocado atrás da cátedra – ou a veia estalinista a latejar? Ou as duas coisas mano, porque eles, os ex-PC´s são como os seminaristas, ficam sempre com a marca - considera que são favores à direita – qual? - a indignação e a luta contra as medidas economicistas do governo; contra a falta de um rumo politicamente e à esquerda substanciado; as lutas contra a asfixia ideológica e debate dentre deste PS de yes men.
Aplaudindo e rangendo os dentes pelas “reformas”, o Vital esquece-se, por exemplo, que uma política verdadeiramente de esquerda, devia começar pela reforma dos ministérios que estão a fazer as reformas. Reformas a começar pelos gabinetes, delegações, grupos de trabalho e comissões e similares que estão infestados pela rapaziada do centrão que domina a política portuguesa há trinta anos. Será que aqui e que está o calcanhar de Aquiles do homem? Não havendo reformas dentro dos instrumentos reguladores, os decretos vão atropelando os despachos, esta legislação vai atropelar aquela e criando malhas: resultado, “reformas” de secretaria e pedidos de parecer aos molhos…e como se sabe a maioria dos sonantes ex-PC´s não brinca em serviço…olha o Pina Moura, olha o Judas, olha o prof. Dr. Vital.
publicado por João de Mello Alvim às 12:18

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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

A versão da "esquerda moderna e socretina" do milagre das rosas

 Diz o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses que estarão actualmente no desemprego cerca de 2500 profissionais enquanto 15 mil estão em formação nas diversas escolas de enfermagem existentes no país. O mesmo sindicato fala na necessidade de diminuir o número de vagas no ensino para não agudizar ainda mais o número de desempregados.

 

 

No entanto, em 2004, o Ministério da Saúde, estimava em 21 mil o número de enfermeiros em falta nos hospitais e 12 nos centros de saúde.

Moral da história, a tão diligente reforma do Serviço Nacional de Saúde que a “esquerda moderna e determinada” está a cavalgar ao encerrar hospitais, urgências e serviços e ao não abrir alternativas que sirvam e não se sirvam dos contribuintes, fez um autêntico milagre das rosas em tempo de crise: em vez de pão para satisfazer as necessidades, saíram três papos-secos…enquanto há quatro anos faltavam 33 mil enfermeiros, agora já “sobram” 2500 a que se podem vir a somar mais 15 mil.

Ó mano, isto não é economicismo nem abrir (mais) a porta (daquilo que é um direito “tendencionalmente gratuito”, consagrado pela Constituição) aos interesses das bolsas dos privados. Nós, como dizia  o sr. Almeida Santos, Presidente deste PS a propósito do não referendar o Tratado Europeu, é que não percebemos o bem que esta “esquerda moderna” mais os Melos, nos estão a fazer…

Só espero que os de polé que o SNS tem levado, tenham o efeito de preservar a memória dos eleitores até 2009. Porque, como dizia o inenarrável ministro Mário Lino: maioria absoluta, jamais.

 

 

publicado por João de Mello Alvim às 10:44

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Sábado, 12 de Janeiro de 2008

O crime não compensa?

 

O actual governo americano, segundo leio hoje na imprensa, quer fechar Guantánamo. O problema, segundo o chefe do Pentágono, um tal Robert Gates, são as “questões legais” pois ainda “ não houve progresso nesse sentido”…Quer dizer a ilegalidade que é a própria existência desta prisão, não pode ser resolvida porque ainda não houve progressos nas questões legais para o seu encerramento.
Percebeste mano? Não tem importância, não é para perceber mas para dar a ideia que tudo é limpo e transparente na “grande democracia”.
Na mesma imprensa leio que, Tony Blair. Um dos principais aliados do governo americano e um dos conspiradores e arquitectos da invasão do Iraque – a partir, como já vieram a reconhecer publicamente, de dados forjados - passa a ser conselheiro em part-time de um banco de investimento norte-americano, recebendo por ano mais de um milhão de dólares.
Ora Durão Barroso, o Zé da Cimeira dos Açores, já está há dois anos(?) na Presidência da UE. Por esta lógica, não será difícil imaginar que quando sair da Presidência do Estados Unidos da América, não faltarão lugares à disposição do sr.Bush filho.
Moral da história: nestes tempos globais há ditados populares que já foram reformulados. No caso e em vez de ” o crime não compensa” o crime compensa a direita dos interesses (seja qual for a cor partidária com que se pinte) que não brinca em serviço.
(Ao lado destes exemplos o pé-lá-pé-cá, entre a CGD e o BCP, desse grande pensador da “esquerda moderna” chamado Armanda Vara, não passa de uma cena de amador…)
publicado por João de Mello Alvim às 19:46

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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

O que o sr. Almeida vê ao assomar a uma janela da sede do PS

 

 

Conjunto de votantes, segundo o sr. Almeida Santos.

Ao cavar cada vez mais o fosso entre partidos e população, o astuto sr. Almeida Santos, Presidente do PS e membro qualificada da casta económico/política que “nos governa”, disse (cito o “Público”): “Os portugueses não estão preparados para se pronunciarem sobre o Tratado de Lisboa”.
Ó mano, onde e quando já ouvimos isto aplicado à organização de partidos e à necessidade de eleições livres?
Esta “esquerda moderna” não está a perder, perdeu completamente o decoro e revela-se tal como é: instrumento eficaz e pragmático dos interesses da economia sobre a política. O povo já não é sereno, é burro e burro deve continuar – já agora sr. Almeida Santos, complete a outra frase do “Botas” – cabendo-lhe apenas saber escrever, ler e contar o que, com a ajuda da actual equipa ministerial da educação não custa nada.
 
publicado por João de Mello Alvim às 11:23

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Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008

As castas

 

 

The Secret Emperor (The Industrialist Hugo Stinnes), 1920

George Grosz

 
 
Ângela Merkel, Gordon Brown, e Nicolas Sarkozy manifestaram ao “nosso” primeiro-ministro, preocupações sobre a possibilidade de ser feito um referendo ao novo Tratado europeu.
Um sr. esloveno, que é lá primeiro-ministro e ocupa agora a Presidência daUE, disse à comunicação social que estava preocupado com a possibilidade da realização do dito referendo. Disse mais:” a Europa está muito interligada (sic) e devemos perguntar-nos de que forma um evento num país pode influenciar os outros (…) todos devemos ter uma perspectiva de conjunto e quando decidirmos questões delicadas, devemos ter em conta não apenas os interesses domésticos mas igualmente os europeus.”
Ontem a Comissão Política do PS decidiu, com sete votos contra – não devem ter carreiras a defender…- que o tratado vai ser votado na Assembleia da República onde a maioria é PS.
Assim, “eles” continuam a decidir as questões delicadas numa “perspectiva de conjunto”.
As castas estão cada vez mais definidas, com a agravante (‘) de ser os “nossos” socialistas a defender “a perspectiva de conjunto” dos grandes interesses económico-políticos.
A questão é que a outra casta, mano, a maioritária, vai cada vez pensando na sua vidinha, linkada aos concursos e novelas da TV, aos cartões de crédito e às roupas de marca. Uma indignação aqui, um vociferar ali, mas uma dieta que, no acto de votar resulta geralmente num ataque de amnésia.
 
publicado por João de Mello Alvim às 09:49

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Vale tudo para impor respeitinho

 

 

Vai um Maio, mano, que não é maduro como canta(va) o Zeca, mas imprevisível, sorumbático, histérico, e arbitrário. Falo do tempo mas também da governação destes dias, cada vez mais obcecada por um único objectivo: servir os( grandes) interesses de quem puxa os cordelinhos aos partidos do bloco central dos interesses.

E a correr nesta pista a “esquerda moderna”, que é como se auto-intitula a facção do PS no Poder quer provar, furiosamente, que é melhor que o gémeo PSD. Vai daí as constantes ultrapassagens pela direita e os estridentes aplausos da Direita. Nesta corrida furiosa vale tudo para impor respeitinho, até a delação. Qualquer dia estamos temos de nos referir ao PS, como “o radioso partido que nos governa” e ao Secretário Geral como o “Grande e Querido Líder”.

Mano, qualquer semelhança deste PS “moderno” e o PS que nos prometeram é mais difícil que ganhar o euromilhões.

 

 

publicado por João de Mello Alvim às 11:00

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Sexta-feira, 30 de Junho de 2006

Entre o hospital e a casa.

 

 

Nestes dias a passar pelos corredores do hospital, a entrar no quarto, a falar e a animar e a ser animado, a ajudar nos pequenos gestos de sobrevivência, fica-me o horizonte mais pequeno; ou mais largo.

Nestes dias entre o hospital e a casa de ocasião o pensamento é uma mola que encolhe, mais do que salta: ó mano, vamos a uma sardinhada a Matosinhos?

publicado por João de Mello Alvim às 17:15

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