Segunda-feira, 13 de Junho de 2005

Ele há dias assim




em que nos levantamos e parece que o mundo nos cai em cima. Não sabemos se ainda é a sonhar ou não e ficamos entre a notícia que nos fere o ouvido e a casa-de-banho, vacilantes, trôpegos sem “saber de que terra somos”.
Mas não é a sonhar. Levantamos o som do transístor e esperamos a correcção da notícia. Mas vem a conformação ampliada de pormenores e comentários, uns formais, outros sentidos outros cínicos.
O Álvaro Cunhal morreu; o Eugénio de Andrade morreu; dias antes o Vasco Gonçalves morreu.
E a gente que cresceu com estes nomes no estendal das referências, que os ouvíamos, embora nem sempre com eles concordássemos; a gente que o lia na descoberta primaveril da poesia; a gente que os tinha como referências de ética, ficamos assim desasados, olhando para um horizonte que é, momentaneamente, fechado e medonho.
Mas amanhã é outro dia.
E amanh㠓é urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras”(1).
Então, até amanhã, camaradas.

1-Extracto de “Urgentemente”, de EA.


publicado por João de Mello Alvim às 19:11

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