Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Não sr. Primeiro Ministro!

 

Ao contrário do que o senhor disse, nem todas os professores que sábado passado (dia 16) estiveram no passeio público, junto da sede nacional do PS, para demonstrar o desagrado com a sua política para a Educação – desagrado, já que não ouvi nem pactuaria com insultos pessoais - eram militantes de outros partidos. Eu estive lá, e no grupo de seis pessoas que comigo estavam, só uma é filiada… no PS. E fomos porque, na véspera, um amigo e professor que tinha sido convidado para estar presente na reunião com o senhor, nos disse que seria bom saber que estavam professores cá fora a apoiar o que ele, e outros, dissessem (disseram em esmagadora maioria contra a política do seu governo na Educação, sei-o agora) lá dentro.

É lamentável que o Primeiro Ministro de Portugal divida os cidadãos portugueses que lhe manifestam, felizmente cada vez mais, discordância com as suas políticas, em ”sindicalistas da CGTP” ou “militantes de outros partidos”. Esta é uma perspectiva redutora, maniqueísta e “clubística”; a realidade não é a preto e branco, é mais variada, senhor primeiro ministro. Independentemente dos seus desejos e “análises políticas”, existem também muitos e muitos cidadãos que, não estando filiados em partidos ou organizações sindicais, pensam e agem pela sua própria cabeça.

Devo dizer-lhe que antes do senhor nascer, eu já lutava contra o regime de partido único e pelo direito à liberdade de expressão. Naturalmente que não me irei resignar agora que, em nome da democracia – o seu caso é ainda mais grave porque fala em nome da esquerda – me venham colocar carimbos que não são mais artimanhas para me condicionarem o direito à indignação.

PS: Sobre a ilegalidade do protesto invocado pelo porta-voz do PS, de referir que esteve presente um graduado da PSP que depois de perguntar a alguns dos presentes o que se passava, entrou na sede do PS e saiu, sem que dessa presença tivesse resultado alguma intervenção policial. E há uma esquadra bem perto do passeio fronteiro à sede do PS.

Ó mano estamos assim. O sr. primeiro ministro irrita-se muito e não suporta quem não comcorde com ele. Pela primeira vez em muitos anos estive, no passeio público, com outros que não estão de acordo com a política para a Educação deste governo. Não bloqueamos a passagem a ninguém, não insultamos. Lá dentro, disse-me quem lá esteve, o sr. que actualmente é primeiro ministro disse (asseguram-me) que as práticas dos que estavam cá fora eram estalinistas...e deixou ameaças veladas que foram prontamente desmontadas pelas duas primeiras intervenções dos professores do PS que foram convidados para a reunião com ele.É que no PS, felizmente, nem toda a gente se revê nas políticas da direita do PS actualmente no poder e sabem o que quer dizer estalinismo, ao contrário, está visto do actual primeiro ministro.A sociedade civil está a movimentar-se fora dos partidos e sindicatos.Ainda há esperança e nem todos cederam ao conformismo e ao medo.

Isto está feio mas por outro lado a aquecer.

publicado por João de Mello Alvim às 12:25

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