Domingo, 19 de Junho de 2005

Azul, ouro, sombra e nostalgia

Porto1.jpg


Subir 31 de Janeiro com o sol a descer sobre a cidade a caminho do mar.
O azul do céu ilumina o casario. Os carris do eléctrico, lembra-nos viagens de descobertas entre a Batalha e a Cordoaria.
O Porto, mano, continua assim, azul, ouro, sombra e nostalgia.


publicado por João de Mello Alvim às 19:57

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Segunda-feira, 13 de Junho de 2005

"(...) todos ladram atrás de mim" (1)

Cunhal.jpg


1- Extracto de uma fala de Lear, em "Rei Lear", de Shakespeare, tradução de Álvaro Cunhal
publicado por João de Mello Alvim às 19:16

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Ele há dias assim




em que nos levantamos e parece que o mundo nos cai em cima. Não sabemos se ainda é a sonhar ou não e ficamos entre a notícia que nos fere o ouvido e a casa-de-banho, vacilantes, trôpegos sem “saber de que terra somos”.
Mas não é a sonhar. Levantamos o som do transístor e esperamos a correcção da notícia. Mas vem a conformação ampliada de pormenores e comentários, uns formais, outros sentidos outros cínicos.
O Álvaro Cunhal morreu; o Eugénio de Andrade morreu; dias antes o Vasco Gonçalves morreu.
E a gente que cresceu com estes nomes no estendal das referências, que os ouvíamos, embora nem sempre com eles concordássemos; a gente que o lia na descoberta primaveril da poesia; a gente que os tinha como referências de ética, ficamos assim desasados, olhando para um horizonte que é, momentaneamente, fechado e medonho.
Mas amanhã é outro dia.
E amanh㠓é urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras”(1).
Então, até amanhã, camaradas.

1-Extracto de “Urgentemente”, de EA.


publicado por João de Mello Alvim às 19:11

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Quarta-feira, 8 de Junho de 2005

O velho Marx é que tinha razão

O sr. João Salgueiro, acho que presidente dos banqueiros, já tinha dito não acreditar que o Governo aumentasse as taxas sobre a banca & seguros, pois tal ia fazer com que “as pessoas” pagassem mais pelos empréstimos. Agora o presidente-executivo do BPI que o aumento dos impostos, como o IRC e o IRS, devia ter ido mais longe, suponho eu, mais penalizador sobre “as pessoas”.
Moral da história “a economia portuguesa”, divide-se nos que devem pagar e receber cada vez menos e os outros – minoria -, que não podem ser beliscados nos “direitos adquiridos”, ou seja nas margens de lucro. E quem o tentar fazer está a atacar a “economia de mercado”, é populista e está a fazer perigar a existência do país.
Ó mano, não te parece que, com mais ou menos globalização, o velho Marx é que tinha razão? Ou será que sou eu que não quero colaborar na recuperação do país?


publicado por João de Mello Alvim às 16:40

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Terça-feira, 7 de Junho de 2005

Já chegamos à Madeira?

Ó mano,
Eu não sei se ele é mesmo bastardo, para não dizer filho da puta. Se lava os dentes ou se se enfrasca com regularidade. Se é zulu ou cubano.
Sei é que se pudesse dava um pontapé na peidola do Alberto João e aviava-o em direcção ao pólo Norte, para aterrar longe, muito, de qualquer vida animal. Por uma questão de higiene.
Já agora mano, o silêncio dos cumplices, já se esperava, agora que o Presidente de todos os portugueses diga que não comenta declarações destas, deste elemento do Conselho de Estado, é caso para perguntar se “já chegamos à Madeira”.


publicado por João de Mello Alvim às 14:27

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Segunda-feira, 6 de Junho de 2005

O sim e o não



O aquecimento do debate sobre o referendo ao Tratado de Constituição Europeia, torna nítido o isolamento dos directórios partidários em relação “ao povo” que dizem representar. Mais ainda o comprometimento da maioria dos analistas, ou “formatadores de opinião”, em relação aos interesses instalados.
Destes últimos não falo, por higiene, do faroleiro-mor Carlos Magno – finalmente com espaço mediático para se ver, ouvir e ler, enquanto pergunta: espelho meu, espelho meu, quem é o…-, nem do Luís Delgado, o mais insonso e militarista deles. Falo dos outros que se esganiçam e apontam o caos, a seguir ao NÃO. Sugerem mesmo adiamentos, a aprovação pelos parlamentos ou o repetir da votação. Tudo em nome da democracia. Como, passe a comparação, o bombardeamento do Iraque (ó Luís Delgado, que vergonha reler a suas crónicas a gozar com o sr.Blix ..).
Porque é que este molho de medíocres não consegue entender que o exercício da democracia é, antes, um exercício de pedagogia? Porquê, em vez de ameaçar com o caos, ou tentar desacreditar, como faz o João Cravinho, que escreve: se nomes como o de Pacheco Pereira, Jerónimo de Sousa, Miguel Portas e Ribeiro e Castro, defendem o não, “o não é um vazio”? (Como se isto, eng. Cravinho, fosse argumento…olhe para o interior do seu partido! E se eu lhe dissesse que as medidas tomadas por um partido que acolhe os Narcisos Mirandas, os Jaimes Gamas, os Pinas Mouras, os Judas (José Luís), etc, só podem servir a direita dos interesses?)
Pois é mano, eu cá por mim, antes de tomar posição, vou informar-me e depois, pese as sentenças da nata dos directórios (partidários ou da Comunicação Social que serve directórios partidários e económicos), vou decidir por mim.




publicado por João de Mello Alvim às 17:22

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Domingo, 5 de Junho de 2005

Ó mano




Já não te escrevo há muito tempo. São ínvios os caminhos do Senhor e os meus seguem-lhe o rastro, sem aquele fulgor que nos ensinaram na catequese, também te digo.
Da última vez que te escrevi já não me lembro que era o primeiro-ministro do rectângulo. Agora é o Sócrates, não esse, o José que ganhou ao poeta da “Praça da canção” o controle do PS.
E o estado de graça começa a fugir debaixo dos pés do homem. A intenção é boa, querer solidificar a economia portuguesa, o pior é que não se entende quem é quem na “economia portuguesa” e quem paga, são sempre os suspeitos do costume, e as casas de 600 mil euros e os carros topo de gama, vendem-se no ver se te avias…
Ó mano, eu não quero chamar o Marx à conversa, mas, parece-me que mais uma vez, o homem tinha razão…


publicado por João de Mello Alvim às 20:17

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